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Aline Pellegrino e Duda Luizelli são as novas coordenadoras do futebol feminino brasileiro

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Presidente da CBF, Rogério Caboclo apresentou das novas Coordenadoras do futebol feminino brasileiro, Duda Luizelli e Aline Pellegrino (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Rafael Passos

Aline Pellegrino será a nova coordenadora de competições femininas e Duda Luizelli comandará as Seleções Brasileiras

A Confederação Brasileira de Futebol @CBF_Futebol, anunciou, nesta quarta-feira (2/9), que Duda Luizelli (@DudaLuizelli) assumirá a Coordenação da Seleção Brasileira Feminina. Com isso, a ex-jogadora deixa o Internacional, onde exercia a função de coordenadora técnica do futebol feminino do Colorado @ColoradasGurias desde 2017. Outro anúncio feito pela entidade foi que Aline Pellegrino (@PelleAline) assume uma pasta nova, criada por Rogério Caboclo, presidente da CBF: a Coordenação de Competições Femininas.

Ambas atletas com passagem pela Seleção, as duas foram apresentadas por Caboclo antes da entrevista coletiva da convocação de Pia Sundhage e receberam, das mãos do mandatário, camisas da Seleção Brasileira numeradas conforme a época em que elas defenderam o Brasil dentro de campo: Aline recebeu a camisa com o número três, enquanto Duda ganhou a dez.

“A partir de hoje, o futebol feminino do Brasil estará nas mãos de quem sempre trabalhou com a bola dentro e fora do campo. Pessoas que conquistaram seu espaço por terem feito tudo que podiam enquanto jogaram e trabalharam para estar aqui como dirigentes. Hoje, as mulheres ganharam seu espaço pela competência que tem”, disse o presidente da CBF.

Duda Luizelli assume a coordenação das Seleções Brasileiras Femininas, cargo que estava vago desde a saída de Marco Aurélio Cunha em junho de 2020. Ex-jogadora de futebol de campo e de futsal, Duda irá gerenciar as três categorias da Seleção Feminina (Principal, Sub-20 e Sub-17).

Em 1993, ela foi uma das 18 atletas que compuseram o plantel da recém criada Seleção Gaúcha. Em 1995, foi chamada para representar a Seleção Brasileira no II Campeonato Sul-Americano de Futebol Feminino, ocorrido em Uberlândia (MG). A última participação de Duda na Seleção Brasileira aconteceu no Campeonato Sul-Americano de 1998, na Argentina, conquistando o bicampeonato.

A nova dirigente tem como primeiros desafios os Sul-Americanos Sub-20 e Sub-17, ainda neste ano, e os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, adiados para 2021.

“Quando o presidente Rogério Caboclo falou que o objetivo da CBF era o apoio total ao futebol feminino e que gostaria de fazê-lo o melhor do mundo também, o meu olho brilhou e vi que era eu a pessoa para estar aqui. Quero contribuir com o Presidente Rogério em busca desse objetivo, e é por esse motivo que estamos aqui. Agora, é trabalhar bastante”, destacou Duda.

Aline Pellegrino chega à CBF após uma passagem de sucesso como Diretora de Futebol Feminino da Federação Paulista de futebol de 2016 até hoje. Ex-zagueira da Seleção entre 2004 e 2013, Pellegrino ficará responsável por administrar, desenvolver e propor novas ideias para o futebol feminino do Brasil. Durante a apresentação, a dirigente falou sobre a oportunidade de trabalhar com o futebol brasileiro como um todo.

Sob sua coordenação, estarão as competições de futebol feminino do Brasil. Atualmente, são quatro: o Brasileiro Feminino A-1, o Brasileiro Feminino A-2, o Feminino Sub-18 e o Feminino Sub-16.

“Espero que eu seja um elo entre clubes, atletas, federações e a confederação, porque a gente está dentro da hierarquia desse processo. Venho com o objetivo na mediação entre eles, pelo desenvolvimento do futebol feminino no Brasil”, afirmou Pellegrino.

O presidente Rogério Caboclo também anunciou que as Seleções masculina e feminina equipes receberão diárias e premiações semelhantes daqui em diante. Este é um dos primeiros casos de equiparação salarial no futebol mundial.

A medida será aplicada, em princípio, nas participações do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021, onde a seleção vai participar com as equipes masculina e feminina, e nas Copas do Mundo.

Um aspecto importante é que as premiações dadas durante os Jogos Olímpicos, uma das principais competições disputadas pelas duas seleções, será similar. Já sobre a Copa do Mundo, porém, o valor pago aos atletas e comissões será baseado de acordo com o dinheiro dado pela FIFA, o que tende a fazer com que, pelo menos nessa competição, que é a principal do esporte, a seleção masculina continue recebendo um valor bastante superior.

“Jogadoras recebem diária igual aos homens. Aquilo que elas ganharem por premiação em olimpíadas será o mesmo que homens. Copa do Mundo será igual proporcionalmente ao que a Fifa oferece. Não há mais diferença de gênero. CBF está tratando de forma equânime homens e mulheres”, afirmou Rogério Caboclo.

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